segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Creep - Radiohead


Velhas e Novas Dores


Passa a noite e o sono não vem, já algumas semanas ele insiste em ficar por pouco tempo ou nem aparecer, os pensamentos na minha cabeça o espantam.

As preocupações castigam o corpo e a alma. Mais uma vez, mais uma vez cá estou, nem tudo é simples assim, levantar e andar sabendo que mais uma vez você perdeu. Abrir mão das coisas que se quer, do que se sonha. Recolher os pedaços e colar mais uma vez.

A vida é feita de escolhas, e a única que me arrependo é de não ter insistido um pouco mais lá traz. 

O preço que se paga às vezes é alto demais. Como li esses dias "o que o tempo não cura, sai de foco".           

Eu não tenho medo de novas dores, pois nisso consiste crescer, amadurecer. As rasteiras são inevitáveis, mas o que faz toda a diferença é saber como lidar depois delas, levantar ou ficar ali se lamentando.            

A dor vai chegar, vai sim, vai doer, vou chorar, eu não sei por quanto tempo tudo vai durar, mas eu acredito que uma hora vai passar. Deixe estar, deixe doer, tudo tem sua hora certa, seu lugar certo.            

É preciso aprender a caminhar com os próprios pés, tomar as próprias decisões independentes dos outros.

Um dia vão nos magoar e no próximo nós vamos magoar, alguma dor na vida é inevitável, mas se privar de viver por medo de sofrer, creio que seja um dos maiores erros que alguém poderá cometer.        

Em relação aos sentimentos, as consequências dos atos importam sim, importa como tudo vai ficar depois, e se no meio de tudo isso eu tiver que escolher entre as duvidas, "e se tivesse tentado?", " como seria?", e a dor de ter ido lá e metido a cara no muro, eu escolheria a dor, pois pelos menos eu saberia que tentei.

A vida é muito curta pra perder com duvidas e medos. Se vai doer?? Eu não vou mentir, na maioria das vezes vai sim, mas cabe a você decidir o que fazer com essa dor. Eu nesse momento estou optando por senti-la, ate me acostumar, ate entender, e assim que possível levantar e dizer, “que venham novos sentimentos, novas esperanças e até novas dores, eu quero viver!”.

M.C
05/12/2012